IPT destaca papel da ciência aplicada e da inovação para o bem-estar social durante a São Paulo Innovation Week

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Em palestra na SPIW 2026, Anderson Correia, presidente do IPT, apresentou iniciativas estratégicas da instituição em saúde, energia, inteligência artificial e sustentabilidade, além de defender a integração entre tecnologia, educação e indústria como vetor de desenvolvimento

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O diretor-presidente do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), Anderson Correia, participou nesta quinta-feira, 15 de maio, da programação da ‘São Paulo Innovation Week (SPIW)’, um dos principais eventos de inovação e tecnologia do país, realizado no Mercado Livre Arena Pacaembu, na capital paulista.

Na palestra “O impacto da tecnologia no bem-estar social: cases de sucesso nacionais e internacionais”, dentro da trilha “Sociedade 5.0” e da conferência “Indústria 5.0”, Correia defendeu que o desenvolvimento sustentável e a melhoria dos indicadores sociais dependem diretamente da integração entre educação de qualidade, tecnologia e indústria.

Ao longo da apresentação, destacou o papel estratégico do estado de São Paulo no cenário nacional de ciência, tecnologia e inovação. Segundo dados apresentados, o estado destina cerca de 6% de seu orçamento para o sistema de ciência, tecnologia e inovação, o equivalente a aproximadamente R$ 23 bilhões por ano, o quarto maior orçamento estadual.

Correia também ressaltou o reconhecimento internacional do ecossistema paulista de inovação. A cidade de São Paulo ocupa atualmente a 37ª posição global entre os principais ecossistemas de inovação do mundo, ao lado de cidades como Nova York, Londres, Pequim e Tel Aviv.

O ecossistema paulista é avaliado em cerca de US$ 51 bilhões e reúne 16 unicórnios — startups avaliadas em mais de US$ 1 bilhão. Entre os fatores que sustentam esse posicionamento estão universidades de excelência, como USP, Unicamp, ITA e Unifesp, além da atuação integrada de ambientes de inovação, institutos de pesquisa e centros tecnológicos.

Também foi destacado o papel do IPT dentro desse ambiente, especialmente em áreas estratégicas de deep tech, saúde, energia, sustentabilidade e indústria avançada.

Entre os exemplos apresentados esteve o Nutabes — Núcleo de Tecnologias Avançadas para o Bem-Estar e Saúde Aplicados às Ciências da Vida —, iniciativa do IPT voltada ao desenvolvimento de soluções em biotecnologia, saúde digital e xenotransplantes.

“O Brasil possui competência científica, infraestrutura e pesquisadores capazes de desenvolver soluções de impacto global. O desafio é transformar esse conhecimento em desenvolvimento econômico, social e qualidade de vida para a população”, afirmou Correia.

Outro destaque da apresentação foi o avanço do IPT em tecnologias ligadas à transição energética e sustentabilidade industrial. Correia apresentou iniciativas relacionadas ao hidrogênio de baixo carbono, incluindo a planta de hidrogênio instalada no Instituto e testes com caminhões movidos à hidrogênio.

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Na área de economia circular, a inauguração da planta da Tupy para reciclagem de baterias de veículos elétricos dentro do programa IPT Open. A iniciativa busca desenvolver soluções para reaproveitamento de materiais estratégicos e fortalecimento da cadeia de mobilidade elétrica no Brasil.

A palestra também abordou a capacidade do estado de São Paulo de atrair investimentos globais em tecnologia. Correia citou a implantação de um novo centro de engenharia em parceria com o Google dentro do IPT, com previsão de abrigar cerca de 400 engenheiros voltados ao desenvolvimento de projetos internacionais nas áreas de internet, inteligência artificial e educação.

Ao relacionar inovação e bem-estar social, Anderson Correia apresentou rankings de cidades mais felizes do Brasil e destacou a conexão entre desenvolvimento tecnológico, indústria e qualidade de vida. Cidades como Joinville, São José dos Campos, Vinhedo, Americana e São Caetano do Sul foram citadas como exemplos de municípios com forte presença industrial e elevados indicadores sociais.

Segundo o presidente do IPT, a inovação precisa ser compreendida não apenas como avanço tecnológico, mas como ferramenta concreta de transformação social, geração de renda, desenvolvimento humano e melhoria das condições de vida.

“A inovação só faz sentido quando gera impacto concreto na vida das pessoas. Indústria, ciência e tecnologia são ferramentas de transformação social e de construção de um país mais desenvolvido, competitivo e inclusivo”, destacou Correia.

A participação do IPT na SPIW reforça o posicionamento do Instituto como um dos principais articuladores do ecossistema nacional de inovação, conectando ciência aplicada, setor produtivo, universidades e políticas públicas.

Com mais de 126 anos de história, o IPT atua em áreas estratégicas para o desenvolvimento do país, desenvolvendo soluções em infraestrutura, energia, sustentabilidade, bioeconomia, inteligência artificial, materiais avançados, cidades resilientes e inovação industrial.

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