Curso voltado à SEMIL qualifica técnicos em defesa civil e modelagem computacional, ampliando a capacidade de prevenção e resposta a desastres
A formação de profissionais qualificados é um dos pilares para o fortalecimento da gestão de riscos e da segurança hídrica no Brasil. Com esse foco, o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) promove um curso de capacitação em segurança de barragens voltado a técnicos e especialistas da Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de São Paulo (SEMIL).

Segundo Eduardo Machado, coordenador de Ensino Tecnológico do IPT, estão sendo oferecidas 120 vagas, distribuídas em duas formações. “As aulas são realizadas na modalidade de ensino a distância, com encontros síncronos, gravações disponíveis aos participantes e foco na aplicação prática do conhecimento”, afirma.
Formação técnica para prevenção e resposta a desastres
A primeira formação, “Segurança de Barragens para Técnicos de Defesa Civil”, conta com 100 vagas e aborda desde fundamentos estruturais até gestão de riscos e planos de emergência.
Entre os principais resultados esperados estão a compreensão da legislação e das normas técnicas, a identificação de anomalias e processos de deterioração, a avaliação de impactos ambientais e sociais, além da integração entre instrumentos de gestão, como Planos de Ação de Emergência e Planos de Contingência.
A iniciativa também busca disseminar boas práticas voltadas à prevenção e à resposta a situações críticas, ampliando a capacidade de atuação dos órgãos públicos.
Modelagem computacional aplicada a cenários de risco
A segunda formação, “HEC-RAS: Estudo de Rompimento de Barragens”, oferece 20 vagas e é voltada à modelagem computacional de cenários de ruptura.
O curso aborda a utilização do software HEC-RAS, desenvolvido pelo Corpo de Engenheiros do Exército dos Estados Unidos, amplamente utilizado para modelagem hidráulica e hidrodinâmica. A sigla refere-se a Hydrologic Engineering Center’s River Analysis System.
Durante a capacitação, os participantes desenvolverão competências para construir modelos hidráulicos unidimensionais e bidimensionais, definir parâmetros de ruptura, realizar simulações avançadas e analisar resultados como manchas de inundação, velocidades de escoamento e riscos hidrodinâmicos. O conteúdo também inclui a exportação e interpretação de dados técnicos.
Capacitação como instrumento estratégico para a gestão hídrica
Para Machado, iniciativas como essa reforçam o papel da capacitação técnica na prevenção de desastres e no aprimoramento da gestão da infraestrutura hídrica.
“Essas iniciativas reforçam o papel da capacitação técnica como instrumento essencial para a prevenção de desastres, a proteção da população e a melhoria da gestão da infraestrutura hídrica”, conclui