Parceria mobiliza R$ 163 milhões para acelerar soluções em energia, materiais avançados e transição tecnológica no ambiente marítimo

Na quarta-feira, 15 de abril, foi realizada, na Escola Politécnica da USP, a cerimônia de lançamento do Offshore Technology Innovation Centre (OTIC) e de quatro novos laboratórios associados. O novo centro é resultado de uma parceria estratégica entre USP, IPT, Shell e Fapesp.
Dedicado à operação de laboratórios de ponta em tecnologia oceânica e submarina, o OTIC nasce com o objetivo de fortalecer a articulação entre academia, governo e indústria, acelerando a transformação tecnológica do setor offshore no Brasil.

A estrutura do centro está organizada em cinco pilares técnicos voltados à exploração mais sustentável e eficiente de recursos no mar: Energia de Baixo Carbono; Transformação Digital; Novos Materiais e Nanotecnologia; Segurança, Meio Ambiente e Economia Circular; e Novos Processos e Operações.
Com investimento estimado em cerca de R$ 163 milhões ao longo do projeto, a iniciativa busca posicionar o Brasil na liderança em tecnologias submarinas. A inauguração do OTIC formaliza ainda a ocupação dos espaços físicos de pesquisa na Cidade Universitária, em São Paulo.
A participação do IPT no centro está ancorada na expertise de laboratórios da unidade Materiais Avançados, com atuação em frentes tecnológicas estratégicas. “A participação do IPT neste projeto de grande envergadura é relevante pela contribuição na área de materiais avançados, com destaque para a competência de suas equipes em corrosão e proteção e estruturas leves”, afirmou Anderson Correia, diretor-presidente do Instituto.
Para Sandra Moraes, diretora da unidade Materiais Avançados do IPT, a contribuição do Instituto será decisiva para o avanço de soluções voltadas à transição energética. “A atuação do IPT no OTIC, por meio das equipes dos laboratórios de Corrosão e Proteção e Estruturas Leves, será fundamental. Esses grupos têm papel estratégico no desenvolvimento de materiais avançados essenciais para a transição energética brasileira, especialmente no contexto da integração entre sistemas onshore e offshore. Suas competências apoiam desafios críticos da indústria offshore, como durabilidade em ambientes agressivos, integridade estrutural e eficiência de sistemas”, destacou.