Terça-feira, dia 24 de março, realizou-se no IPT a reunião ‘Missão Holandesa ao Brasil – Água e Resiliênca Climática’.
O encontro, coordenado pelo pesquisador Filipe Falcetta, da unidade Cidades, Infraestrutura e Meio Ambiente do IPT (CIMA) e coordenador do CCD Cidades Resilientes, com foco em soluções tecnológicas e urbanísticas para mitigar impactos de enchentes na Região Metropolitana de São Paulo. CCD é sigla que designa os Centros de Ciência para o Desenvolvimento, com fomento da Fapesp, com parceria do IPT.
Levi Pompermayer Machado, diretor de Ambientes Inovadores e Inteligência de Mercado do IPT, deu boas-vindas aos participantes ao lado da cônsul-geral holandesa em São Paulo, Wieneke Vullings, que agradeceu a recepção e destacou o foco deste evento nas questões energéticas e ambientais. Na sequência, Machado entregou a Vullings um exemplar do livro do Instituo intitulado “Tecnologia em preto e branco”, e dela recebeu “NL – Solving Global Challenges Together”.
Na abertura dos trabalhos Gabriel Poli Figueiredo, assessor de Internacionalização do IPT, apresentou o sistema de inovação da instituição com suas unidades de negócios em pesquisa aplicada. Destacou casos de P&D&I como os da Lenovo, plataforma IAsmin, CCD Cidades Carbono Neutro, CCD Circula, além do CCD Cidades Resilientes, entre outros. Apontou oportunidades de fomento com agências governamentais a exemplo da Embrapii, Fapesp e Finep, entre outras.
Para Filipe Falcetta, a Holanda é hoje o berço das maiores empresas e universidades na área de resiliência relacionada a questões da água. “Aquele país todo só existe por conta da operação de diversos mecanismos hidráulicos que mantêm a água do mar fora do seu território. Como este CCD busca simular e modelar as questões das inundações urbanas no Brasil, a sinergia entre nossas organizações é fundamental para aprender e replicar aquilo que possa ajudar a encarar nossos desafios.” O pesquisador ainda indagou “por que Brasil e Holanda deveriam trabalhar juntos nesta área? Por que têm desafios similares e podem compartilhar expertises e laboratórios especializados”, respondeu ele.
A missão holandesa já estabeleceu contatos com diversas instituições brasileiras em estados como São Paulo, Minas e Rio Grande do Sul. Do lado holandês estiveram presentes Vitte Veen+Bros (consultoria internacional), Van Oord (offshore), We Wave (enchentes), Fugro (geotecnia), Flow Less (vazamentos), LG Sonic (tratamento), The Water Agency (problemas complexos), TNO (água subterrânea) e IHE Delft (tecnologia e educação). Do lado brasileiro, além do próprio IPT, Fapesp, Governo de São Paulo SP Águas, Metrô SP, CPTM, ABJICA, USP, Unicamp, UFABC, Insper, Uninove, UFCE, entre outras. Junta-se a elas a alemã Technische Universitat Hamburg. Seguiram-se visitas a laboratórios das unidades Tecnologias Digitais, Bionano e Energia (Bioenergia e Eficiência Energética).