IPT anuncia projeto de vertiporto
O Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) anuncia o projeto de criação de um vertiporto nas dependências do seu campus, com foco na viabilização do transporte aéreo ágil de órgãos destinados a transplantes.
Segundo o diretor-presidente do IPT, Anderson Correia, a iniciativa reforça o papel do Instituto na aplicação prática de tecnologias emergentes voltadas à geração de impacto direto na sociedade: “Estamos falando de mobilidade aérea com propósito. A utilização de eVTOLs e outras soluções de aviação avançada pode reduzir drasticamente o tempo de transporte de órgãos, aumentando as chances de sucesso em transplantes e salvando vidas”.
O projeto do vertiporto dialoga diretamente com o recém-inaugurado Núcleo de Tecnologias Avançadas para Bem-estar e Saúde Aplicados às Ciências da Vida (NUTABES), ampliando a atuação do IPT em mobilidade sustentável, logística inteligente e integração multimodal. Mais do que uma nova infraestrutura, o vertiporto piloto mobiliza diversas unidades técnicas do Instituto em uma abordagem integrada.

Segundo João Carlos Sávio Cordeiro, diretor da Unidade de Energia do IPT, o objetivo é garantir base técnica sólida para a operação segura da tecnologia em ambiente urbano: “Esse projeto coloca o IPT olhando para o vertiporto e para o seu entorno. Estamos avaliando desde efeitos aerodinâmicos nas edificações até segurança contra incêndio, interferência eletromagnética, eficiência energética e segurança estrutural. Queremos contribuir para que essa tecnologia opere nas cidades com máxima segurança — especialmente em aplicações críticas, como o transporte de órgãos”.
A iniciativa contribuirá para consolidar parâmetros técnicos e operacionais que apoiem a segurança e a eficiência desse novo modal aéreo no Brasil, em articulação com os órgãos reguladores do setor aéreo.
ALINHAMENTO – O desenvolvimento do projeto está sendo alinhado com o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) e a Secretaria Nacional de Aviação Civil (SAC), garantindo que a iniciativa esteja em conformidade com as diretrizes regulatórias e operacionais para a integração segura de aeronaves remotamente pilotadas e eVTOLs ao espaço aéreo brasileiro.
A articulação com os órgãos reguladores é estratégica para estruturar um modelo operacional seguro, escalável e potencialmente replicável em outras regiões do País.