Em demonstração inédita, carro movido a hidrogênio percorre 140 km com combustível produzido pelo IPT

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Teste realizado durante a Pulsar Expo IPT 2026, em São José dos Campos, evidencia o potencial do hidrogênio produzido pelo Instituto para a descarbonização do transporte

O Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) apresentou nesta segunda-feira (22) um importante avanço para a mobilidade sustentável no Brasil. Durante a Pulsar Expo IPT 2026, no Parque de Inovação Tecnológica (PIT), em São José dos Campos, o veículo percorreu 140 quilômetros utilizando apenas 1 quilograma de hidrogênio produzido no próprio Instituto.

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O carro, um Toyota Mirai, opera com tecnologia de célula a combustível, que converte hidrogênio em eletricidade para movimentação. Nesse sistema, uma bateria de menor porte é utilizada apenas para gerenciamento e recuperação de energia, reduzindo significativamente a dependência de grandes bancos de baterias e os desafios associados à destinação desses materiais ao final da vida útil.

“O hidrogênio vem sendo apontado mundialmente como uma das principais alternativas para a descarbonização do transporte. Levar essa tecnologia para condições reais de uso é fundamental para ampliar a confiança do mercado e acelerar sua adoção”, afirma Anderson Correia, diretor-presidente do IPT.

Segundo Correia, o resultado alcançado remete a outro momento marcante da história da inovação brasileira.

“Há cerca de 50 anos, o motor a álcool desenvolvido pelo ITA e testado pelo IPT começava a chegar ao mercado e transformava a matriz energética do transporte brasileiro. Hoje, temos a oportunidade de contribuir novamente para uma transição energética, mostrando que o hidrogênio já é uma alternativa tecnicamente viável e segura para a mobilidade de baixa emissão de carbono”, destaca.

Antes do percurso, foram abastecidos cerca de cinco quilogramas de hidrogênio produzido no IPT. Ao final da viagem entre São Paulo e São José dos Campos, apenas um quilograma foi efetivamente consumido, evidenciando a eficiência energética do sistema.

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O projeto de hidrogênio do IPT recebeu investimentos da ordem de R$ 20 milhões do Governo do Estado de São Paulo e integra uma estratégia voltada ao desenvolvimento de tecnologias para energia limpa, mobilidade sustentável e descarbonização da indústria.

Além dos avanços já alcançados, os pesquisadores trabalham na otimização dos processos de produção e no desenvolvimento de soluções capazes de reduzir custos e ampliar a competitividade da tecnologia.

“Estamos mostrando, na prática, que o hidrogênio não é uma tecnologia do futuro, mas uma solução disponível hoje. O desafio agora é ampliar a escala de produção, reduzir custos e criar as condições para que essa alternativa ganhe espaço na matriz energética e na mobilidade brasileira. O IPT atua para reduzir riscos tecnológicos, validar soluções e apoiar a chegada dessas inovações ao mercado com segurança e competitividade”, afirma João Cordeiro, diretor da Unidade de Negócios de Energia do IPT.

O Instituto atua em toda a cadeia tecnológica do hidrogênio, incluindo pesquisa, produção, armazenamento, distribuição e aplicações em mobilidade e indústria. Com investimentos em infraestrutura, pesquisa aplicada e desenvolvimento tecnológico, o IPT vem contribuindo para consolidar essa fonte energética como uma alternativa estratégica para a construção de uma economia de baixo carbono no Brasil.

A ação integrou a programação da Pulsar Expo IPT 2026, realizada de 22 a 24 de junho no Parque de Inovação Tecnológica (PIT), em São José dos Campos. O evento reúne empresas, pesquisadores, startups, estudantes e representantes do setor público para apresentar tecnologias e soluções voltadas aos desafios da indústria, da sustentabilidade e da inovação.

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