Atividade integra projeto do CCD Cidades Carbono Neutro e reúne equipes da Defesa Civil e da Secretaria de Meio Ambiente para discutir comunicação de riscos e adaptação às mudanças climáticas

O Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) realizou, no dia 28 de maio de 2026, a oficina de trabalho “Resiliência Climática e Comunicação de Riscos”, em parceria com a Prefeitura de Santos. O encontro ocorreu na sede da Defesa Civil municipal e reuniu técnicos da Defesa Civil e da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Urbano e Sustentabilidade para discutir estratégias de adaptação às mudanças climáticas e fortalecimento da gestão de riscos no município.
A atividade integra a Trilha de Desenvolvimento Urbano Sustentável do projeto CCD Cidades Carbono Neutro, iniciativa com parceria da Fapesp, que busca apoiar cidades brasileiras na construção de soluções para os desafios climáticos e urbanos.
Segundo a pesquisadora Camila Camolesi, da unidade Cidades, Infraestrutura e Meio Ambiente do IPT, a oficina teve como objetivo apresentar e discutir as propostas do projeto Cidades e Comunidades Resilientes, promovendo a construção conjunta de estratégias voltadas ao fortalecimento da resiliência climática local.
“O objetivo principal deste projeto é apoiar a construção e o fortalecimento de estratégias institucionais e comunitárias para o enfrentamento dos riscos decorrentes das mudanças climáticas”, explica Camolesi.

Ao todo, participaram das discussões dez representantes da administração municipal, sendo cinco técnicos da Defesa Civil e cinco da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Urbano e Sustentabilidade.
Os trabalhos tiveram como foco a comunicação de riscos e a ampliação da capacidade de resposta de comunidades em situação de vulnerabilidade diante de eventos climáticos extremos, tema cada vez mais relevante para cidades costeiras como Santos.
Como próxima etapa, o projeto avançará para o diálogo direto com a população. Em Santos, as ações serão desenvolvidas no Jardim São Manoel, região que abriga a maior comunidade de palafitas da América Latina.
“Nosso próximo passo será discutir as propostas diretamente com os moradores da comunidade, para que as ações estejam alinhadas às demandas, às necessidades e às perspectivas locais. A participação da população é fundamental para a construção de soluções efetivas e duradouras”, destaca a pesquisadora.
A iniciativa reforça a atuação do IPT no desenvolvimento de soluções voltadas à adaptação climática, à redução de riscos e à construção de cidades mais resilientes, sustentáveis e preparadas para os desafios do futuro.