O IPT será uma das nove instituições de pesquisa que participarão de projeto de pesquisa coordenado pela ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), com foco na ampliação das misturas de biocombustíveis à gasolina e ao óleo diesel e benefícios econômicos e socioambientais para o país.
O projeto está alinhado ao plano de testes do subcomitê do Ministério de Minas e Energia (MME) para a Avaliação da Viabilidade Técnica de Misturas com Altos Teores de Biocombustíveis. Sua elaboração encontra-se em fase final, contando com a participação de representantes de toda a cadeia produtiva envolvida.
Para o pesquisador Renato de França, do Laboratório de Bioenergia e Eficiência Energética, na unidade Energia do IPT, é relevante a participação do Instituto neste projeto. “É sem dúvida um reconhecimento aos anos de monitoramento da qualidade dos combustíveis por nossas equipes. Será uma ótima oportunidade para ampliar a capacitação da equipe técnica, através da implementação de novos ensaios e metodologias, além de ser uma grande satisfação atuar como parceiros em um projeto extremamente importante para o país.”, pontuou França.
Passo a passo – A Diretoria Colegiada da ANP aprovou minuta de portaria na sexta-feira, dia 13 de março, estabelecendo “diretrizes para a participação institucional da Agência no projeto ‘Política com Ciência – Rede de Pesquisa Combustível do Futuro: Viabilidade Técnica do Aumento das Misturas de Gasolina-Etanol e Diesel-Biodiesel’. O projeto será executado pelo Centro de Pesquisas e Análises Tecnológicas da ANP (CPT), com recursos do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI)”, informou a Assessoria de Imprensa da ANP.
“A ‘Rede de Pesquisa Combustível do Futuro’, composta por nove laboratórios, incluindo o CPT, tem por objetivo levantar subsídios para avaliação da viabilidade técnica do aumento dos teores de biocombustíveis nas misturas com combustíveis fósseis, conforme previsto na Lei nº 14.993/2024, a Lei do Combustível do Futuro. Isto porque a legislação estabelece que eventuais elevações das misturas de etanol na gasolina e de biodiesel no óleo diesel combustível devem ser precedidas de estudos técnicos que comprovem sua viabilidade, com deliberação posterior do Conselho Nacional de Política Energética.”
Ainda segundo a Assessoria, a Rede de Pesquisa realizará estudos voltados à avaliação da viabilidade técnica das misturas E35 (35% de etanol na gasolina) e B25 (25% de biodiesel no diesel) considerando que, atualmente, são comercializadas no Brasil misturas de E30 e B15, respectivamente. “O projeto não representa uma avaliação técnica definitiva para adoção dessas misturas no mercado.“
O projeto tem iniciativa e apoio do MME, em especial da Secretaria Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (SNPGB). Conta com recursos do MCTI, por meio de articulação do MME e CNPq. Trata-se de um dos Projetos a serem desenvolvidos no âmbito da Rede de Pesquisa que será coordenada pelo CPT. O valor total é de aproximadamente 30 milhões de reais.