O IPT provê apoio técnico à Defesa Civil do Estado de São Paulo, atendendo a uma normativa legal.

“Durante a operação do Plano Preventivo de Defesa Civil os técnicos do Instituto ficam de plantão no chamado período das chuvas, entre os meses de dezembro até março, podendo ser prorrogado até abril”, explica a pesquisadora Alessandra Corsi, da Seção de Investigações, Riscos e Gerenciamento Ambiental na unidade de negócios Cidades, Infraestrutura e Meio Ambiente do IPT.
A pesquisadora informou que o Instituto realizou quatro atendimentos desde dezembro, quando o plano teve início, até começo de fevereiro, nos municípios de João Ramalho, Cajati, Vargem e Santa Branca. Mapeamentos com setores de risco alto (R3) e muito alto (R4) são os de maior frequência. Em Pederneiras o foco foi estrutural, relativo a colapso de edificação.
Os acionamentos para atendimentos são realizados pela Defesa Civil paulista, mediante pedido municipal. “A equipe do IPT desloca-se então até o munícipio, para realizar a vistoria de campo nos pontos das ocorrências em conjunto com os técnicos da Defesa Civil do Estado, REPDEC (Representação de Defesa Civil) e COMPDEC.”
Durante a vistoria – diz Alessandra – são analisados diversos aspectos técnicos. “A abrangência, o volume de material mobilizado, a altura da encosta ou do talude, se tem material instável ou outros materiais, o local da deposição, a distância das moradias e avaliamos também as casas eventualmente atingidas. Também são avaliadas as condições das drenagens superficiais, concentração de água em superfície e o acumulado de chuva em três dias. Ao final da vistoria o município recebe um relatório simplificado com a descrição dos eventos e as recomendações emergenciais. Depois de dois dias entregamos o relatório completo.”
Segundo Alessandra, as principais ocorrências vistoriadas incluem deslizamentos, queda de blocos e solapamento de margens. “As obras corretivas são realizadas pelo município mediante recursos captados junto à Defesa Civil estadual, fundo municipal e/ou governo federal, entre outros. Para as obras preventivas, com foco em reduzir ou eliminar o risco, o município pode utilizar recursos próprios ou também captá-los junto aos governos estadual e federal.”