Refúgio da vida silvestre

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Prefeitura de São Paulo elabora, em parceria com o IPT, plano de manejo do Refúgio de Vida Silvestre Anhanguera

O Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) está elaborando o plano de manejo do Refúgio de Vida Silvestre (RVS) Anhanguera, localizado na zona noroeste da capital paulista, em conjunto com a Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente (SVMA) da Prefeitura de São Paulo. O projeto teve início em julho de 2022, com a elaboração do plano de trabalho e da etapa de diagnóstico socioambiental por meio do levantamento de dados primários e secundários sobre os meios físico, biótico e antrópico. 

Refúgio de Vida Silvestre Anhanguera
Foto: Daniel Reis

O Refúgio de Vida Silvestre Anhanguera está localizado no bairro de Perus, distante cerca de 38 km da região central da capital paulista. Criado em junho de 2020, o RVS Anhanguera é a maior Unidade de Conservação (UC) Municipal de Proteção Integral, totalizando uma área de aproximadamente 800 hectares, cujo objetivo é preservar e enriquecer seus recursos, manter e proteger a fauna local e espécies migratórias, raras, vulneráveis, endêmicas e ameaçadas de extinção, bem como garantir o conhecimento e a proteção de sua biodiversidade.

Além disso, o RVS Anhanguera deve contribuir para a conectividade da paisagem e das áreas verdes e demais UCs da zona norte de São Paulo, como o Parque Municipal Anhanguera, os Parques Estaduais do Jaraguá, Cantareira e Juquery e a Terra Indígena – TI Guarani Jaraguá. 

A etapa de diagnóstico ambiental feita pela Seção de Planejamento Territorial, Recursos Hídricos, Saneamento e Florestas do IPT, em parceria com as equipes da prefeitura, se encerrou no mês de agosto com a entrega do relatório técnico. “As equipes do Instituto e da secretaria realizaram campanhas de campo para a coleta de dados, a fim de compor a caracterização da vegetação, da fauna, do solo e da água do RVS Anhanguera”, explica a pesquisadora e coordenadora do projeto no IPT, Caroline Almeida Souza. 

Somadas às campanhas de campo, continua ela, foram analisadas informações sobre a região relacionadas à socioeconomia, ao patrimônio natural e cultural e às condições ambientais da região. Além disso, foram levantados os atores sociais importantes para envolver na elaboração e implementação do plano de manejo; na sequência, será iniciada a etapa de diagnóstico participativo, na qual será agregada a visão da população sobre a região onde está localizado o RVS Anhanguera – o refúgio integra o Corredor Ecológico Norte da Mata Atlântica, uma das áreas prioritárias do Plano Municipal de Conservação e Recuperação da Mata Atlântica (PMMA) de São Paulo, que compõe ainda a área de abrangência do Polo de Turismo da Cantareira e está inserida na Reserva da Biosfera do Cinturão Verde da cidade de São Paulo, em área reconhecida pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

OFICINAS PARTICIPATIVAS – A equipe do IPT conduzirá as oficinas participativas, que consistem em coletar informações da população sobre a situação ambiental e o uso atual do território onde se encontra o RVS Anhanguera. A metodologia adotada envolve dinâmicas de grupo, como o mapeamento participativo, que permite capturar a percepção da população sobre o território onde vivem. 

O IPT participou da elaboração de planos de manejo de unidades de conservação municipais, como o do Parque Municipal da Grota Funda, na cidade de Atibaia (SP), e o plano de manejo da Área de Relevante Interesse Ecológico Pico do Olho D’Água, em Mairiporã (SP), mas esta é a primeira experiência do IPT de elaboração de plano de manejo para uma unidade de conservação da categoria Refúgio de Vida Silvestre, segundo a pesquisadora do IPT.

“Cada plano de manejo é único por se tratar de situações específicas de cada território e, portanto, é sempre uma experiência muito enriquecedora conforme as particularidades observadas”, afirma Souza. “O desafio é estar sempre atento a esses detalhes para entender a situação ambiental da região e relacioná-la a essas particularidades, de modo a embasar o planejamento de ações e o estabelecimento de prioridades para a gestão da unidade de conservação e, com isso, propiciar o alcance de seus objetivos de criação.”

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