Prevenção em inundações

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Em serviço à concessionária ViaRondon, que opera a Rodovia SP-300 (Marechal Rondon), pesquisadores do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) realizaram estudos hidrológicos e hidráulicos na bacia dos ribeirões Bonito e Lajeado, com vistas a determinar a capacidade de descarga de quatro pontes que integram a rodovia, duas no sentido capital (leste) e duas no sentido interior (oeste). O projeto visou à mitigação de problemas na região, próxima ao município de Penápolis, que sofre com alagamentos e inundações nos períodos de chuva.

Na foto, fica evidente a diferença de altura entre as pontes, que foram construídas em décadas diferentes
Na foto, fica evidente a diferença de altura entre as pontes, que foram construídas em décadas diferentes
Segundo Filipe Falcetta, pesquisador da Seção de Investigações, Riscos e Desastres Naturais e coordenador do projeto, o primeiro passo foi identificar as causas das inundações. “Descobrimos que as pontes do sentido leste foram construídas na década de 1960, enquanto as outras, que comportam o sentido contrário da rodovia, foram construídas na década de 1980. Havia diferenças nas premissas dos projetos”, explica. “Os primeiros previam chuvas menos intensas, e foram elaborados sob regras menos rigorosas, além de contar com poucos dados a respeito das chuvas na região. Essas pontes são, então, mais baixas e de estrutura menos robusta do que as do sentido oeste, de forma que a vazão de enchente suportada por elas é menor, causando as inundações recorrentes”, avalia.

A partir do diagnóstico, a equipe do IPT fez um estudo hidrológico das bacias da região, a fim de determinar, de acordo com a quantidade de chuva e do nível d’água, a capacidade de vazão das pontes. “Fizemos uma modelagem matemática do comportamento das águas da região. A partir de dados teóricos, foi possível prever em quanto tempo, a partir do início das chuvas, a vazão vai atingir o seu limite e o trecho da rodovia que vai alagar. Com uma previsão do volume de chuvas, é possível tomar providências com antecedência, evitando que veículos enfrentem a inundação e permitindo que sejam planejadas as melhores rotas de desvio”, discorre Falcetta.

Modelagem matemática permite prever vazão das chuvas nas pontes e a tomada de providências com antecedência durante as chuvas
Modelagem matemática permite prever vazão das chuvas nas pontes e a tomada de providências com antecedência durante as chuvas
O projeto durou dois meses e faz parte de uma nova linha de serviços tecnológicos oferecidos pelo Instituto, que visa avaliar a capacidade de descarga de pontes e a necessidade de adequações, de forma a atender os níveis de segurança preconizados por normas e/ou instruções técnicas de órgãos estaduais de gerenciamento de recursos hídricos. Para Falcetta, esse estudo representa um início do processo de controle que deve haver no local.

“Foi recomendado que seja feito um monitoramento da infraestrutura das pontes, assim como a instalação de sensores de nível d’água e pluviômetros na região. A partir disso, a concessionária poderá monitorar em tempo real as condições de chuva e gerar dados empíricos, que facilitarão a tomada de decisão”, finaliza o pesquisador.

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