Tecnologias em compósitos

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Os avanços das tecnologias dos materiais compósitos foi um dos temas discutidos nos quatro painéis que compuseram o primeiro dia do 10º Simpósio SAE Brasil de Novos Materiais e Aplicações na Mobilidade, que foi realizado ontem, 6 de junho, no campus do IPT. O pesquisador José Maria Fernandes Marlet, do Núcleo de Estruturas Leves do Instituto, discutiu em sua apresentação os recursos para pesquisa, desenvolvimento e inovação para a indústria da mobilidade.

Facilitar a incorporação de metodologias e tecnologias de estruturas leves nas indústrias é a missão do núcleo do IPT localizado na cidade de São José dos Campos, explicou Marlet: “Transpor o ‘vale’ entre o conhecimento básico e a sua aplicação em produtos é o modelo de negócios do núcleo para os segmentos automobilístico, aeroespacial e de óleo & gás”, afirmou ele, lembrando ainda ser meta da unidade atingir 80% de seu faturamento a partir de atividades de pesquisa e desenvolvimento. Os projetos com as empresas podem ser feitos em três modalidades: serviços tecnológicos, convênio de P&D tradicional e convênio de P&D por meio da Embrapii – neste último caso, é preciso que a empresa parceira esteja baseada no Brasil.

A infraestrutura necessária para a execução dos projetos, que inclui um conjunto de máquinas disponíveis no hemisfério sul somente no IPT, como a fiber placement machine, também foi ressaltada na apresentação de Marlet como um diferencial: “São todos equipamentos de características industriais. Não basta à equipe do laboratório chegar somente a uma solução, porque o usuário final precisa ter segurança no desenvolvimento de seu projeto. Para isso, é preciso mostrar uma solução robusta, fazendo pequenas produções seriadas para mostrar as soluções encontradas”, disse ele.

AUTOMOBILISMO E MERCADO MUNDIAL – Duas outras apresentações fizeram parte do painel sobre materiais compósitos: a primeira foi do ex-piloto de Fórmula 1, Luciano Burti, que falou sobre as aplicações dos materiais compósitos no automobilismo e a sua importância sob os aspectos de desempenho e segurança: “A mais popular modalidade de automobilismo do mundo funciona como um berço para novas tecnologias que poderão ser usadas na fabricação de carros de rua.”

Para defender essa ideia, Burti lembrou o grave acidente sofrido em 2001 no Grande Prêmio da Bélgica e afirmou que a principal causa de não ter sofrido danos mais graves foi o peso reduzido do carro, por conta do uso da fibra de carbono: “Cada quilo a mais talvez fosse suficiente para que o meu corpo não tivesse resistido. O carro resistiria, mas eu não. Os materiais compósitos são importantes para o automobilismo não somente por questões de desempenho, mas também de segurança”.

A outra apresentação esteve a cargo de Claudio Stek, diretor de P&D na Owens Corning. Segundo ele, o mercado mundial de fibra de vidro está concentrado atualmente nos segmentos de construção civil (35%) e de transporte (28%), mas o setor de energia eólica, apesar de representar hoje apenas 6% dos negócios, é o de maior crescimento em volume no mundo.

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