Tecnologia de competição

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Alavancar tecnologicamente as pequenas indústrias pode representar mais do que bons negócios, é capaz de aumentar faturamento e emprego. Micro, pequenas e médias empresas paulistas respondem por mais de 50% da produção industrial nacional, segundo a pesquisadora Mari Katayama, do Núcleo de Atendimento Tecnológico à Micro e Pequena Empresa do IPT, o NT-MPE. Katayama coordenou o relatório técnico intitulado “Apoio Tecnológico às Micro, Pequenas e Médias Empresas do Estado de São Paulo”, entregue no último dia 30 de abril à Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, a SDECT, que contratou o IPT em 2012 para executar projeto orçado em pouco mais de R$ 1,7 milhão.

O documento apresenta resultados de 176 atendimentos tecnológicos, em 50 municípios paulistas, referentes à execução das cinco modalidades de atendimentos: Projeto Unidades Móveis (Prumo), Apoio Tecnológico à Exportação (Progex), Gestão do Processo Produtivo (Gespro), Qualificação de Produtos para o Mercado Interno (Qualimint) e Produção Mais Limpa (Prolimp).
Laboratório móvel do Projeto Unidades Móveis (Prumo) em atendimento a uma empresa de galvanoplastia para prestação de serviço em tratamento de superfície
Laboratório móvel do Projeto Unidades Móveis (Prumo) em atendimento a uma empresa de galvanoplastia para prestação de serviço em tratamento de superfície
O orçamento para o exercício de 2013, no valor de R$ 1,6 milhão, está previsto na Ação 5285 – Apoio Tecnológico às Micro, Pequenas e Médias Empresas, dentro do programa 1.027 – Inovação para a Competitividade – e Plano Plurianual 2012/2015. O início para novos atendimentos está programado para julho deste ano.

ATENDIMENTO EM NÚMEROS – No período do último contrato encerrado em abril de 2012, “só na modalidade Prumo foram realizados 125 atendimentos”, informa Katayama. “O Progex fez outros 18, o Qualimint 29, o Gespro 9 e o Prolimp um na capital.” Para dar uma ideia sobre esses dados, 98% dos empresários atendidos pelo Prumo em diversos setores como Plástico, Borracha, Cerâmica, Couro e Calçados, entre outros, afirmaram que as soluções propostas foram implementadas totalmente (57%) e parcialmente (41%). “As empresas pagam pelo menos 10% do valor do atendimento e o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Desenvolvimento, assume o restante como incentivo à capacitação tecnológica.”

São promissores os resultados levando-se em conta o Prumo e o Progex. “Em 2010 – informa Katayama – analisamos 67 empresas e outras 69 em 2011. No quesito ‘aumento de produtividade’ houve incremento de 32,8% em 2010 e 42% em 2011. O ‘aumento do número de funcionários’ foi de 20,9% em 2010 e 21,7% no ano seguinte. O ‘aumento do faturamento’ foi de 47,8% no primeiro ano e de 43,6% em 2012, com impacto direto no ‘aumento da carteira de clientes’, respectivamente, 38,8% e 50,7%.” Em relação ao Progex, 75% das empresas entrevistadas em 2010 tiveram aumento de exportação e 62,5% em 2011.

Apesar de registrar somente um atendimento neste período no âmbito do Prolimp, Katayama considera satisfatórios os resultados obtidos. “O fabricante de artefatos de borracha para vedações conseguiu reaproveitar cerca de 25% do peso das rebarbas que eram descartadas como resíduo por meio da moagem, possibilitando a reincorporação em nova formulação, e retornando esse resíduo para o mercado na forma de compostos de borracha.”

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