Diplomas com proteção

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Impressão com tinta reagente torna-se visível ao aplicar luz ultravioleta sobre o verso do Diploma
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A Universidade Estadual Paulista ‘Júlio de Mesquita Filho’ (UNESP) começou a operar um novo sistema de registro e impressão de diplomas, dotado de segurança contra falsificações. A solução, desenvolvida pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), integra papel de segurança fornecido pela Casa da Moeda e um sistema de gestão de diplomas para as suas 32 unidades, com base em tecnologia de software livre.

O sistema é centralizado na reitoria em São Paulo e sua implantação exigiu também uma mudança de cultura, visto que antes a produção de diplomas ocorria de forma independente em cada faculdade, que contratava gráfica e não tinha um padrão de procedimentos. Agora os documentos trazem marca d’água e símbolos criptografados e são impressos pela própria reitoria da UNESP.

Para desenvolver o projeto, de caráter multidisciplinar, o IPT mobilizou o Centro de Tecnologias de Recursos Florestais (CT-Floresta), que abriga o Laboratório de Papel e Celulose (LCP), e o Centro de Tecnologia da Informação, Automação e Mobilidade (CIAM), por meio da Seção de Sistemas Corporativos (SSC). Este último tem competência com softwares de gestão voltados a aplicações de alta complexidade, como é o caso do sistema desenvolvido para a UNESP.

Microletras em impressão calcográfica: aumento de 30 vezes no microscópio para verificar qualidade
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“O desafio foi integrar o Sistema Acadêmico da UNESP ao Sistema de Emissão e Registro de Diplomas”, afirma Maria Cristina Machado Domingues, pesquisadora do CIAM.

O investimento no projeto foi de R$ 500 mil e seu desenvolvimento se deu ao longo de um ano. Segundo Oswaldo Poffo, da Seção de Sustentabilidade de Recursos Florestais do CT-Floresta, o trabalho envolveu oito profissionais, entre pesquisadores e bolsistas.

Poffo também afirma que foram adotadas medidas de segurança para viabilizar a operação de emissão de diplomas: “Todos os procedimentos desde a solicitação do diploma estão concentrados no sistema”. A etapa de conclusão do trabalho para o IPT foi o treinamento de cerca de 200 funcionários da UNESP em outubro, durante duas semanas, no campus da Barra Funda, em São Paulo. A expectativa de Poffo é que a tecnologia criada possa despertar o interesse de outras instituições de ensino superior.

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