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Da iluminação dos estádios ao futuro da indústria: Pulsar Expo IPT encerra segunda edição em São José dos Campos

Após três dias de programação, feira reforça o papel do IPT na conexão entre ciência, empresas e setor público, com tecnologias voltadas ao desenvolvimento da indústria e da sociedade

Na Copa do Mundo de 2014, o IPT também entrou em campo para garantir a qualidade dos espetáculos. O Instituto realizou estudos para definir a quantidade e o posicionamento dos refletores dos estádios, assegurando iluminação adequada tanto para as partidas noturnas quanto para as transmissões de televisão.

Nesta quarta-feira (24), a ciência voltou a ganhar os holofotes. No terceiro e último dia da Pulsar Expo IPT 2026, realizada no Parque de Inovação Tecnológica (PIT), em São José dos Campos, com visitas técnicas ao Laboratório de Estruturas Leves (LEL), pesquisadores, empresas, parceiros e representantes do setor público conheceram de perto tecnologias e serviços desenvolvidos pelo Instituto para atender desafios da indústria e da sociedade.

Resiliência como estratégia de crescimento

Pesquisador responsável pelo LEL e anfitrião desta edição da Pulsar Expo IPT, Alessandro Guimarães destacou a importância do evento para aproximar o Instituto do setor produtivo e fortalecer a integração entre as diferentes unidades do IPT.

“Fizemos história nesta Pulsar trazendo o IPT para dentro do LEL. Em cada feira de negócios queremos atrair cada vez mais empresas e despertar o interesse daquelas que ainda não participaram, mostrando o quanto podem ganhar com essa aproximação. Também foi muito importante receber colegas das demais unidades do Instituto. Muitos puderam conhecer e se surpreender com a estrutura e os equipamentos do laboratório. Conhecendo melhor as competências do IPT, estarão ainda mais preparados para propor soluções robustas e integradas aos clientes”, afirmou.

Para Alessandro, a edição de 2026 deixa quatro importantes aprendizados.

“Primeiro, é fundamental que a Diretoria do IPT mantenha esse tipo de evento, estratégico para o sucesso da organização no médio e longo prazo. Segundo, todo projeto passa por uma curva de aprendizado e maturação até alcançar seu potencial. Terceiro, é saudável alternar a realização da feira entre a sede e as unidades do Instituto. E quarto: quando será a próxima Pulsar aqui no LEL?”, brincou.

O pesquisador destacou ainda que o Laboratório de Estruturas Leves reúne diferenciais importantes para enfrentar os desafios tecnológicos atuais.

“Como qualquer laboratório de excelência, enfrentamos desafios. A diferença é que contamos com uma equipe de 52 profissionais, entre mestres e doutores, dentro de uma instituição reconhecida nacional e internacionalmente. Temos conhecimento acumulado, experiência e um time comprometido com suas entregas.”Segundo Alessandro, fortalecer o senso de pertencimento também faz parte dessa estratégia.

“Adotamos uma medida simples: entregamos camisetas institucionais para todos os colaboradores. Além da praticidade, vestir a camisa do IPT tornou-se motivo de orgulho, inclusive fora do ambiente de trabalho.”

Ele destaca que a resiliência é uma das principais características da equipe.

“Apanhamos como todo mundo, mas aprendemos e acumulamos conquistas. Formamos profissionais altamente especializados em compósitos, muito disputados pelo mercado. Precisamos criar condições para retê-los e continuar aptos a desenvolver grandes projetos. Outro diferencial é realizar internamente a manutenção dos equipamentos, o que reduz custos e amplia nossa autonomia.”

Alessandro também ressaltou o modelo de gestão adotado pelo laboratório.

“O LEL funciona como uma pequena empresa dentro de uma grande instituição de pesquisa. Já apoiamos uma startup em um projeto financiado pela Embrapii, que abriu caminho para outros trabalhos. Hoje conduzimos 16 projetos com recursos de fomento. Nossa gestão de projetos permite formar profissionais com experiência internacional e oferecer entregas cada vez mais organizadas. O pesquisador chega à empresa preparado para atuar como parceiro de Pesquisa e Desenvolvimento, adaptando-se à metodologia do cliente. Isso faz diferença. Não por acaso, temos recebido as melhores avaliações da Embrapii.”

O pulso da Pulsar

Integrante da organização da Pulsar Expo IPT, Flávia Abrão avaliou positivamente a segunda edição da feira. Embora os números finais ainda estivessem sendo consolidados, a estimativa era de aproximadamente 300 participantes ao longo dos três dias.

“A Pulsar acontece durante três dias, mas existe um trabalho de equipe que começa muitos meses antes. Ver tudo isso acontecer faz o esforço valer a pena”, afirmou.

Para Flávia, o encerramento da feira representa, na verdade, o início de uma nova etapa.

“Hoje termina a feira, mas começam os contatos que poderão se transformar em novos projetos e negócios.”

Ela destaca que a Pulsar tem como objetivo aproximar o IPT das necessidades dos clientes e apresentar soluções alinhadas aos desafios reais do mercado.

“A Pulsar é, cada vez mais, uma oportunidade de conhecer melhor o cliente e compartilhar soluções capazes de atender às suas necessidades. É estar bem no alvo.”

Somente no último dia, a feira recebeu visitas de representantes da Refinaria de Capuava (Recap) e do Centro de Instrução e Adaptação da Aeronáutica (CIAAR), de Lagoa Santa (MG), interessados em conhecer as competências tecnológicas desenvolvidas pelo Instituto.

Ao longo de três dias, a Pulsar Expo IPT reuniu pesquisadores, empresas, startups, gestores públicos e instituições de pesquisa em torno de uma agenda voltada à inovação, à pesquisa aplicada e ao fortalecimento da competitividade da indústria brasileira. Mais do que apresentar tecnologias, a feira consolidou-se como um ambiente de conexões capazes de gerar novas parcerias, projetos e oportunidades para o desenvolvimento do país.

Startups

Foi concedido o primeiro Prêmio Pulsar para Startups, entregue às vencedoras por Levi Pompermayer Machado, diretor de Ambientes Inovadores e Inteligência de Mercado do IPT. Forza Composites, a primeira colocada, com o projeto Novas tecnologias utilizando materiais compósitos e veja a qualidade da sua produção decolar. Segundo lugar para Living Out, com Criação de minitumores em laboratório que podem ser usados para indicar melhores quimioterapias e descobrir novos medicamentos. Em terceiro Epic of Sun, com Monitoramento terrestre por meio de nanossatélites e inteligência artificial para proteção ambiental, agricultura e prevenção de desastres.

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