IPT apoiará desenvolvimento tecnológico de hospital inteligente da USP voltado ao SUS
Publicado em 10/09/2026
Instituto poderá atuar na validação de tecnologias, prototipagem e soluções em áreas como saúde digital, conectividade, robótica e cibersegurança
Representantes da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) estiveram no IPT nesta quinta-feira, 10 de setembro, para avançar nas discussões sobre a participação do Instituto no projeto do futuro Instituto Tecnológico de Medicina Inteligente (ITMI-Brasil).
A iniciativa prevê a criação do primeiro hospital público inteligente do Sistema Único de Saúde (SUS), no complexo do Hospital das Clínicas, na capital paulista. O projeto contempla o uso integrado de tecnologias como inteligência artificial na triagem e no diagnóstico de pacientes em situações de emergência, prontuários preditivos, robótica e conexão 5G com ambulâncias, permitindo antecipar informações para as equipes médicas antes mesmo da chegada do paciente ao hospital.
A parceria reúne a FMUSP, o Ministério da Saúde e o Governo do Estado de São Paulo e conta com financiamento do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), instituição financeira multilateral criada pelos países do BRICS.
Tecnologia testada antes de chegar ao hospital
A participação do IPT está sendo estruturada em duas frentes principais. Uma delas envolve a validação e os testes de tecnologias antes de sua adoção no ambiente hospitalar. Nesse contexto, o ecossistema do IPT Open também poderá conectar startups e empresas ao desenvolvimento de soluções em saúde digital, conectividade, robótica e cibersegurança.
Outra frente envolve competências do Instituto em prototipagem e infraestrutura de engenharia, com possibilidades de atuação em áreas como materiais avançados, tecnologias digitais e metrologia.

O modelo do ITMI-Brasil tem como referência experiências chinesas de atendimento emergencial inteligente, que deverão ser adaptadas à realidade brasileira e à escala do SUS. A proposta é desenvolver um modelo com potencial de expansão para outras unidades da rede pública de saúde e, futuramente, de aplicação em outros países.
Durante o encontro, pesquisadores do IPT apresentaram projetos desenvolvidos pelo Instituto na área da saúde e a plataforma Ibirapitanga, cujo nome significa “pau-brasil” em tupi-guarani. Desenvolvida pelo IPT, a plataforma integra hardware, software e recursos de simulação, permitindo a coleta de informações por sensores de Internet das Coisas (IoT), além da integração e gestão de dados em nuvem.
Para a professora Ludhmila Abrahão Hajjar, titular da disciplina de Emergências da FMUSP, o projeto avança em um momento favorável à construção de parcerias.
“Estamos discutindo estratégias e os próximos passos, com a inovação trazendo transformações rápidas para as emergências. Isso envolve implementação e formação das equipes, criação e expansão da rede e desenvolvimento de um ecossistema inteligente”, afirmou.
O diretor-presidente do IPT, Anderson Correia, destacou a capacidade do Instituto de articular competências tecnológicas, empresas, instituições de pesquisa e governos em projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação.
“Nossas unidades técnicas reúnem competências em diferentes áreas, como materiais avançados, energia, habitação, tecnologias digitais e regulação. Na saúde, temos também a atuação do Nutabes, voltada ao desenvolvimento de tecnologias avançadas aplicadas às ciências da vida”, afirmou.
Encontro técnico
Participaram da reunião, pela FMUSP, os professores Ludhmila Abrahão Hajjar, titular da disciplina de Emergências; Luiz Marcelo Araújo, diretor médico da Rede de UTIs Inteligentes do SUS; Enio Carlos Mezzomo Junior, diretor médico das Unidades de Emergência Inteligentes; e Carlos Carlotti.
Pelo IPT, participaram o diretor-presidente Anderson Correia; Sandra Lúcia de Moraes, diretora de Operações; Maria Cristina Machado, diretora de Desenvolvimento de Pessoas e Administração; Helena Correa de Araújo, gerente técnica do Núcleo de Tecnologias Avançadas para Bem-Estar e Saúde Aplicados às Ciências da Vida (Nutabes); Maria Carolina Clemente, do IPT Open; Matheus Jacon e Denis Virissimo, gerentes técnicos da unidade de Tecnologias Digitais; Jonatan de Sa Lemes, pesquisador da mesma unidade; e Aline Furtado, gerente técnica do Laboratório de Micromanufatura da Unidade de Bionanomanufatura.