Conexões para manufatura aditiva

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Atualizado em 20 de maio

Formar um núcleo facilitador da adoção da manufatura aditiva por meio de mapeamento de informações, treinamentos, promoção de P&D e, principalmente, a facilitação de acesso a experimentações e testes de protótipos, além da caracterização de materiais e produtos produzidos por meio da tecnologia: são estes os objetivos contidos na proposta de criação de um hub da tecnologia, a qual foi apresentada no dia 10 de maio por representantes do Instituto de Pesquisas Tecnológicas, Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer (CTI), Instituto Tecnológico de Aeronáutica – Centro de Competência em Manufatura (ITA – CCM) e Instituto Senai de Inovação em Processamento a Laser a um grupo de 60 convidados, em evento no campus do IPT.

A ideia é reunir fornecedores, usuários e instituições de ciência e tecnologia em um grupo que seja imparcial e adote as evidências técnicas como base de suas ações.
Grupo formado pelas quatro instituições recebeu 60 convidados para discussão da criação da rede - no destaque, à esquerda, Jorge Vicente Lopes da Silva, diretor do CTI
Grupo formado pelas quatro instituições recebeu 60 convidados para discussão da criação da rede – no destaque, à esquerda, Jorge Vicente Lopes da Silva, diretor do CTI
Segundo o diretor do CTI, Jorge Vicente Lopes da Silva, a ideia de construir o hub teve início em março de 2018 a fim de “consolidar um movimento na área para que o Brasil não perca, mais uma vez, o ‘bonde’ em uma tecnologia com tendência de crescimento”.

O grupo propõe iniciar as atividades por aquelas de maior impacto e menor custo, como a criação da própria rede, o mapeamento e disseminação de cursos em manufatura aditiva e também o acompanhamento dos principais eventos brasileiros e mundiais.

“Os benefícios esperados para as empresas usuárias, com a criação do hub, são a redução dos custos de monitoramento das tecnologias, a avaliação das técnicas mais adequadas, a identificação de oportunidades de aplicação, o acesso mais fácil ao desenvolvimento e testes de produtos e, finalmente, a minimização dos riscos de adoção da tecnologia pelo uso de laboratórios dos ICTs”, explica o pesquisador Daniel Leal Bayerlein, do Laboratório de Processos Metalúrgicos do IPT.

Um workshop realizado no IPT em novembro de 2018 identificou os principais desafios na adoção da manufatura aditiva pelas empresas brasileiras: capacitação de recursos humanos; identificação de oportunidades de aplicação de tecnologia; obtenção de informações técnicas e disponibilização de recursos para avaliação/testes.

Quanto aos fornecedores de produtos e serviços, a expectativa é que o hub consiga acelerar o processo de adoção de manufatura aditiva pelo maior compartilhamento de informação e aumentar a interação deles com os ICTs na formação de mão de obra para o desenvolvimento de produtos e a redução de barreiras da difusão da tecnologia.

Para os ICTs, os ganhos esperados são a promoção da formação de docentes e pesquisadores, a introdução de ciências e tecnologias de manufatura aditiva na formação de alunos de graduação e de pós-graduação e o incentivo às pesquisas por meio da maior interação com o ecossistema.

MERCADO EM ALTA – A empresa americana Wohlers Associates divulgou no final de março a 24ª edição do relatório do setor sobre manufatura aditiva, que apresenta dados abrangentes sobre o desenvolvimento e o consumo de materiais em 32 países.

O relatório mostrou um forte crescimento em materiais de impressão 3D durante 2018, particularmente para metais, que tiveram um aumento de receita de 41,9% – segundo os responsáveis pela publicação, este aumento reflete o desejo de encontrar soluções mais adequadas para a produção em massa de peças impressas, em vez de utilização somente para prototipagem rápida. Outro dado significativo foi o crescimento da venda de materiais poliméricos para a fusão de cama em pó no ano passado, que alcançou um valor de 400 milhões de dólares.

Confira abaixo a proposta de formação do hub:

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